27 de mar de 2016

Mudanças no Exame de Suficiência

Recentemente o Conselho Federal de Contabilidade anunciou mudanças na estrutura do Exame de Suficiência. 

O Exame de suficiência é elaborado pela Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC), composto por 50 questões e busca aferir o conhecimento mínimo para o pleno exercício da profissão. É dividido em duas partes, uma busca comprovar a habilidade conceitual, o conhecimento teórico, do candidato e a outra a habilidade procedimental, o saber fazer.

Segundo o CFC, a principal mudança foi o aumento do número de questões sobre contabilidade geral, que passou de 15 para 21 itens e a redução de seis para três itens de Contabilidade de Custos. 

De acordo com professor Oscar Lopes, integrante da Comissão do Exame de Suficiência da FCB, “a mudança foi solicitada pelos coordenadores nos últimos três Encontros de Coordenadores e Professores do Curso de Ciências Contábeis e a comissão acatou a demanda”.

A prova passa a ter duas questões de Português e de Ética. Antes eram três itens de cada. Outros temas abordados são contabilidade aplicada ao setor público, contabilidade gerencial, controladoria, noções de direto e legislação aplicada, matemática financeira e estatística, teoria da contabilidade, princípios da contabilidade e normas brasileiras de contabilidade, auditoria contábil e perícia contábil. “
Conforme o professor Oscar Lopes, as questões são cada vez mais interdisciplinares, conteúdos de direto e contabilidade geral podem ser cobrados numa mesma pergunta, por exemplo”.

Eu acrescento duas sugestões para futuras mudanças  no formato do Exame de suficiencia: 
1) Duas fases, uma com provas objetivas e outra com questões discursivas... 
2) E exame periódico para averiguação de competências dos contadores em exercício, pois infelizmente tem muitos profissionais que teimam em não se atualizar.

Fonte das informações: CFC

26 de mar de 2016

Nestes tempos tão difíceis

Nestes tempos tão difíceis. postamos aqui uma texto do grande Bertolt Brecht para inspirar nossas análises e percepção da realidade que nos circunda:


“Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. 
E examinai, sobretudo, o que parece habitual. 
Suplicamos expressamente: Não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.” 

                                           

17 de mar de 2016

Partes relacionadas

Em viagem pelo interior do Brasil, para conhecer um pouco mais da natureza exuberante que este país ainda conserva, acabei conhecendo um casal de estrangeiros, uma portuguesa radicada na Holanda e um britânico.

E durante as caminhadas pelas trilhas, acabamos descobrindo que na verdade não eram exatamente um casal no sentido conjugal da palavra, mas um casal de amigos.

Na verdade descobrimos mais: Eles já foram casados por dez anos e hoje viajam pelo mundo como amigos.

Sob o ponto de vista das normas contábeis, eles publicaram demonstrações consolidadas (IFRS 10/CPC 36) durante dez exercícios, mas atualmente publicam demonstrações sepadadas (IAS 27/CPC 35)... No entanto, assumem empreendimentos controlados em conjuntos (CPC 18/IAS 28), porque constituem verdadeiras partes relacionadas (IAS 24/CPC 05).



15 de mar de 2016

Um mágico no Congresso Brasileiro de Contabilidade


Este ano, no mês de setembro, será realizado o 20º Congresso Brasileiro de Contabilidade (CBC) na cidade de Fortaleza – CE.


O tema do congresso é Contabilidade: Transparência para o Controle Social.

O preço da inscrição para profissionais de contabilidade atualmente está em R$ 1.200,00 (sem alimentação e nem hospedagem).

Mas, o objetivo desse texto não é divulgar informações básicas sobre o CBC, mas questionar algumas escolhas feitas pela organização do mesmo:

1º) A organização deveria repensar o tema central do congresso com abordagem na transparência para o controle social, uma vez que o atual presidente do Conselho Federal de Contabilidade foi condenado por fraude em concurso público (Processo nº. 0008442-29.2013.4.02.5101 (2013.51.01.008442-7)) em benefício do próprio filho e o CFC se cala, assim como os conselhos regionais e seus representantes;

2º) O Brasil passa por um momento delicado em sua estrutura política e democrática e o CFC não emite uma única palavra diante de tais fatos, ao contrário de outros órgãos de classe muito mais atuantes, numa postura pouco transparente e pouco comprometida com as questões relevantes do país;

3º) A organização do CBC anunciou orgulhosamente na última semana uma das grandes palestras do congresso: a de um mágico, sobre o tema: "A fórmula mágica do sucesso". 

Como assim? O país atravessa um momento de crise política e econômica e o CBC traz um palestrante para falar da fórmula mágica do sucesso? E desde quando o sucesso tem fórmula mágica?

Eu aprendi desde a infância e transmito o mesmo aos estudantes com os quais tenho a oportunidade de conviver na universidade que o sucesso não tem fórmula mágica, mas ao contrário exige trabalho sério, árduo, persistente.

Temos tantos temas relevantes para discutir e aprofundar, que envolvem questões contábeis de ordem técnica e também questões de ordem econômica, social e política. Mas teremos um mágico tentando ensinar a fórmula mágica do sucesso.

Talvez um mágico seja até interessante sim em um Congresso de Contabilidade, mas para executar a façanha de transformar os contadores, em geral, em profissionais mais corajosos, transparentes, atuantes, menos apáticos e mais éticos. Isso sim, de várias formas, pode nos conduzir ao sucesso.
“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)