18 de abr de 2017

Satisfação dos professores de Contabilidade no Brasil

Há um tempo respondi a um questionário por solicitação de um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia. Ontem recebi um feedback dos pesquisadores. Trata-se da pesquisa Satisfação dos professores de Contabilidade no Brasil, de autoria Tamires Sousa Araújo, Gilberto José Miranda e Janser Moura Pereira, publicado na Revista Contabilidade & Finanças (v. 28, n. 74, p. 264-281, mai./ago. 2017).

Os resultados da pesquisa são animadores em relação à satisfação do docente: as pessoas gostam do que fazem e têm sentimentos positivos em relação à atividade docente. Não estamos no paraíso, mas somos felizes!

Eis o resumo do trabalho:

A proposta deste trabalho foi identificar a predominância de satisfação dos professores de Contabilidade no Brasil ao longo da sua trajetória profissional. A pesquisa classifica-se como descritiva e utilizou abordagem quantitativa para análise dos dados. Obtiveram-se 641 respostas válidas de docentes de todas as regiões do Brasil. Os resultados evidenciam que o sentimento de satisfação predomina nos docentes dos cursos de Ciências Contábeis, pois a maioria dos docentes “gosta da profissão” e, em geral, “sente-se satisfeita com a profissão”. Identificou-se que os níveis de satisfação são maiores entre os indivíduos com mais tempo de experiência, de forma que, nos primeiros anos no trabalho (um a três anos), os docentes têm menores índices de satisfação; já na última fase (acima de 35 anos), estão concentrados os maiores níveis de satisfação. O fator que mais impulsiona a satisfação é a realização pessoal (trabalho docente e relação com os alunos). Também foi possível identificar que sentimentos positivos em relação à docência predominam (67,3%) quando comparados aos negativos (32,7%). Esses resultados mostram a necessidade de maior atenção nos primeiros anos da carreira a fim de ser evitado o “choque de realidade” e também a necessidade de outros estudos que investiguem como se caracterizam as fases do ciclo de vida do professor de Contabilidade.


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“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)